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Pobreza

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por João César das Neves*

Portugal está em crise e em crise grave. Já está assim há uns anos. Em particular o ano de 2009 foi de recessão séria, que retirou 2,5% ao nosso produto e fez subir o desemprego acima dos 10%, lançando muitas famílias em sérias dificuldades.

O único indicador que parece insensível é a percentagem de pessoas em situação de miséria. A União Europeia publicou os números para 2009, que dão uma pequena descida da taxa de pobreza para 17,9%. Esse valor, que tinha sido 18,5% em 2006, reduzira-se para 18,1% em 2007, voltando aos 18,5% no ano seguin-te. Agora, durante a maior recessão dos últimos 20 anos, caiu para o valor histórico mais baixo.

Muita gente, sobretudo em instituições de apoio aos necessitados, ao ver isto rejeita a estatística como inútil: a realidade é alheia à ficção numérica. Essa opinião não é razoável. Aquilo que a Europa mede é a pobreza relativa. Ou seja, são consideradas pobres as pessoas que vivem com receitas abaixo do limite de 60% do rendimento disponível mediano do respectivo país.

É evidente que, quando se verifica uma recessão, o rendimento mediano reduz-se, tal como as receitas das classes mais desfavorecidas. Ou seja, na crise a pobreza absoluta agrava-se muito, mas a desigualdade, medida pelos indicadores de pobreza relativa, até pode melhorar.

A situação é irónica, porque foram as organiza-ções de combate à pobreza que exigiram que se usassem medidas relativas, quando nas épocas de crescimento a incidência de pobreza descia muito. Agora, na crise, são as mesmas a desprezar aquilo que antes advogavam.

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*João César das Neves é professor na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais (FCEE) da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa.

 

Publicado no Destak dia 14 de Abril 2011

 

 

 

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