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2010 começa Vermelho - NL BonsInvestimentos Fev 2010

Newsletter BonsInvestimentos.com
Revelando os Bons Investimentos nos mercados financeiros

Vol. 6 - Edição 2
Fevereiro de 2010

 

As Bolsas em Janeiro 2010

 

Os principais índices bolsistas terminaram Janeiro negativos. O Dow Jones terminou nos 10.067 pontos, uma queda de mais de 3%, a sua maior perda mensal desde Fevereiro de 2009.  O Standard & Poors 500 fechou nos 1.073 pontos, uma perda mensal também de mais de 3%. O Nasdaq encerrou nos 2.147 pontos, uma queda de mais 5%.

O PSI-20 terminou o primeiro mês deste ano com uma queda acumulada de 6,34%, fruto de nove sessões consecutivas de perdas iniciada a 19 de Janeiro. Esta é a pior série desde Maio de 2006. Face ao máximo atingido a 11 de Janeiro, o PSI-20 recuou 10,7%, sendo que a actual série negra corresponde a uma queda de 7,05% em relação ao fecho de 18 de Janeiro.

No Brasil o Bovespa fechou nos 65.402 pontos. O indicador acumulou uma queda de 4,65% no mês.


Interest_Rates

Os bancos centrais estão a aguentar as taxas de juro que reduziram aos minimos para tentar enfrentar a crise. A Reserva Federal Americana, tem a taxa dos fundos federais nos 0,25%. O BCE tem a taxa de juro em 1%. Segundo a minha análise a margem de manobra nas taxas está esgotada, a partir daqui a tendência é de subida.


DJIA_FEB_10

spx_FEB_10

 

COMPQ_FEB_10

 

PSI_20_FEB_10

 

 

The Big Picture - Fevereiro 2010

 

Os investidores ficaram agitados com os mercados a cair em Janeiro. A atenção está também na China, que está a tentar arrefecer a sua economia que está bastante quente, após ter recebido $1,8 triliões em apenas 9 meses.

É importante aceitar que estamos agora numa Depressão, as bolsas estão muito sobrevalorizadas, as taxas de probreza crescem por todo o mundo e a Goldman Sachs anuncia lucros recorde.

Ainda assim, poucos professionais estão dispostos a admitir que já em 2009 entrámos numa depressão. Os economistas têm medo de anunciar que estamos numa depressão, pois isso não interessa às empresas ou governos que os empregam e eles não querem ir contra a corrente e juntarem-se às fileiras cada vez maiores dos desempregados. Alguns ainda falam timidamente numa recuperação e se é em V ou U ou W. Ridiculo!


A Reserva Federal continua a imprimir dólares para comprar as Obrigações do Tesouro Americanas, agora que os estrangeiros perderam o apetite. Este jogo não pode continuar muito tempo, os países a comprarem as suas próprias dívidas. As Obrigações do Tesouro dos EUA são das maiores bolhas mundiais e esta está perto de rebentar.

Dow2Tops

Por muito que os governos digam o contrário o desemprego vai continuar a crescer em 2010. A taxa oficial em Portugal e nos EUA situa-se agora nos 10%, claro que os números verdadeiros são muito superiores, porque hoje em dia para se ser oficialmente desempregado é preciso cumprir uma série de parâmetros.


Como se pode ver nos gráficos, Fevereiro em média costuma ser um mês negativo para o Dow Jones durante os últimos 100 anos.

FEB_DIJA_Historical

Fonte: Bespoke Investment Group

 

“Our fiscal 2009 deficit totaled nearly 12% of GDP and required over $1.5 trillion of new debt to finance it. The Chinese bought a little ($100 billion) of that, other sovereign wealth funds bought some more, foreign investors as a group bought only 20% of the total –perhaps $300 billion or so. The balance over the past 12months was substantially purchased by the FederalReserve.”
- Bill Gross
Managing Director, PIMCO
“Investment Outlook”, January 2010
Who is paying for the deficit?
Source: www.pimco.com

 

Estatísticas dos Índices
Indíce P/E P/E Est Div % P/Contab. P/Vendas
Dow Ind 15.17 13.08 2.79 2.65x 1.31x
S&P 500 18.62 14.17 2.07 2.18x 1.22x
Nasdaq 35.22 18.78 0.85

2.63x

1.78x

Fonte: Bloomberg, 29 de Janeiro de 2010

Os próximos anos vão ser muito bons para quem está investido em metais preciosos e energia.

Em 2010 a minha análise antecipa novas quedas nas bolsas e nos próximos meses um novo teste aos mínimos atingidos em 2009. Vender as subidas e comprar em grandes quedas, pode ser uma boa estratégia.

Segundo a minha análise em 2010 assistiremos ao Ouro acima dos $1.500 por onça e à Prata acima dos $21,e depois valores muito superiores. Apenas com a inflação desde 1980 o Ouro, deveria estar a transaccionar acima dos $5.000 por onça.

No resto de 2009 e em 2010 acredito que como bons investimentos teremos o Ouro, a Prata e outras matérias-primas, com destaque para a energia e matérias-primas agrícolas.

Mais informação sobre os Mercados no artigo a Segunda Depressão.

 

Os Mercados Cambiais em Janeiro de 2010

Em Janeiro o indíce do dólar americano, que representa um cabaz de seis moedas, fechou a subir por volta dos 79,46 pontos. O avanço neste mês foi de 1,8%.

O Euro terminou Janeiro por volta dos $1,3868. A moeda da União Europeia, tocou o seu nivel mais baixo desde Junho do ano passado. A perda mensal foi de 2,5% face à moeda verde.


Face ao dólar a libra inglesa fechou por volta dos $1,6001. Em Janeiro caiu 0,2% face ao dólar.

O iene japonês fechou por volta dos 90,29 face ao dólar. O dólar perdeu 3,4% face ao iene, em Janeiro.

O dólar acumulou em Janeiro uma valorização de 8,27% em Janeiro face ao Real brasileiro. O dólar fechou o mês cotado a por volta de R$ 1,883, ao mesmo nivel que dia 2 de Setembro de 2009.

A moeda americana está a colapsar e nos próximos anos vai deixar de ser a moeda de referência mundial. O indíce do dólar encontra-se agora abaixo dos 80 pontos. O dólar americano restá num rally de contra ciclo no curto prazo, a tendência de queda a médio e longo prazo mantem-se.

USD_FEB_10

XEU_FEB_10

 

 

Mais informações sobre os mercados cambiais em: Colapso do Dólar

 

Metais Preciosos em Janeiro de 2010

O Ouro e a Prata fecharam Janeiro a cair.

A Platina para entrega em Janeiro fechou nos $1.506 por onça.

O Cobre para entrega em Março fechou nos $3,06 por libra.

O Paládio para entrega em Março terminou nos $412,65 por onça.

Os metais preciosos podem pontualmente assustar os investidores tanto como entusiasmam, mas segundo a minha análise a tendência de médio e longo prazo é de subida.

Mais informação sobre o Ouro e Prata em: Entrevista GATA

O contrato de Ouro para entrega em Abril na divisão Comex da New York Mercantile Exchange, terminou o mês nos $1083,80 por onça. Os futuros acabaram a cair 1,2% em Janeiro.

A minha análise aponta para o Ouro acima dos $2000 por onça nos próximos 18 meses. Quando este price target for ultrapassado o Ouro poderá dirigir-se a médio prazo para cima dos $2500 por onça.

GOLD_FEB_10

Mais informações sobre a ascensão do Ouro em: Venderam-se os Anéis

 

A Prata para entrega em Março, terminou nos $16,19 por onça.

A minha análise aponta para a Prata acima dos $21 por onça em 2010. Quando este price target for ultrapassado a Prata irá dirigir-se no médio prazo para cima dos $50 por onça.

SILVER_FEB_10

 

Mais informações sobre a ascensão da Prata em: A Prata vai ser Ouro

 

A Energia em Janeiro de 2010

O preço do Petróleo crude West Texas na New York Mercantile Exchange para entrega em Março fechou o mês  nos $72,89 por barril. Em Janeiro perdeu 8,3%.

A curto prazo, o preço do Petróleo está consolidar as subidas dos últimos meses. Considero que nos próximos 18 meses podem ser atingidos novos máximos e que o crude está numa tendência de subida a longo prazo.

WTIC_FEB_10

O contrato de Gás Natural para entrega em Março fechou nos $5,13 por milhões de BTUs (British Thermal Units) na Nymex.

Segundo a minha análise a médio e longo prazo a tendência do Gás Natural é de subida. Em 2010 o Gás Natural poderá transaccionar novamente acima dos $7 por BTU.

NATGAS_FEB_10

 

 

REN – Acção ou Obrigação?

STRONG BUY

(2010-01-10, 3,03 euros)

Por  Carlos Batista

A REN em termos gerais actua em duas grandes áreas de negócio, o transporte de electricidade em muito alta tensão e o transporte de gás natural em alta pressão. A concessão da rede eléctrica perdura até 2057 e a do gás natural até 2046. Novas oportunidades significativas poderão surgir como a já anunciada rede de abastecimento de carros eléctrico a desenvolver de raiz. Para já ficamos à espera…

Relativamente à estrutura accionista, o Estado detém directa e indirectamente 51,1% e o free float é de apenas 20,3%. O Estado manifestou interesse em proceder a novas fases de privatização da REN no futuro, o que poderá vir a ser encarado como uma medida de redução de défice público bem como da dívida pública, muito na moda nos dias de hoje, todavia, a acontecer, manda o histórico que será a um preço muito superior ao da primeira fase que foi a 2,85 euros. Uma nova fase de privatização aumentará o free float da empresa e consequentemente o interesse futuro dos fundos de investimento no título.

A actividade da REN é desenvolvida em monopólio e os seus proveitos são regulados facilitando a previsão futura das contas da empresa. Os proveitos são obtidos mediante a aplicação de uma taxa de retorno (Rate of Return) que incide sobre os activos regulados da empresa (Regulatory Assets Base). Desta forma, uma quebra no consumo de electricidade e de gás não perturba os resultados da empresa. Actualmente essa taxa é fixa em 8% para os activos do gás até 1/7/2010 e para os activos eléctricos é de 7,55% e de 9,05% consoante entraram em operação antes ou depois de 1/1/2209. Estas taxas estão indexadas à taxa dos bilhetes do tesouro portugueses a 10 anos o que permite à empresa estar muito alavancada pois uma subida das taxas de juro agravará o custo da dívida da empresa mas também gerará um aumento dos proveitos, eliminando esse risco.

Depois de definida a forma como a REN gera dinheiro para os accionistas, os resultados da mesma só poderão aumentar se a empresa realizar investimentos de forma a aumentar os activos regulados. Na minha opinião aqui é que está a grande criação de valor para os accionistas que ainda não se encontra reflectida na cotação, pois durante o ano de 2009 foi anunciado pela REN um ambicioso plano de investimento que se encontra em contraciclo com a crise, destacam-se a forte aposta do nosso governo em diminuir a dependência energética do país que gerará inúmeras barragens e parques eólicos necessitando de ligações à rede eléctrica nacional, novas ligações a Espanha também terão de ser construídas com vista a ser possível o mercado ibérico de electricidade e gás.

O plano de investimento apresentado para o período de 2009-2014 cifra-se em €2,5B, €500M por ano. Desta forma, é esperado pela empresa que durante este período os activos regulados cresçam 8%/ano, o EBITDA 9%/ano e o resultado líquido 10%/ano. A dívida líquida atingirá no final do período €2,9B, o que representa um acréscimo de cerca de €1,2B, €240M por ano, esta situação denota a forte geração de cash-flow da empresa.

Grafico_REN

 

Posto isto apresento as minhas conclusões:

Estimativa de Resultados:

REN_Resultados

Com todo o respeito pelos administradores da REN acho que gerir a REN tem o mesmo grau de dificuldade de gerir um orçamento familiar, as duas coisas a decidir na REN são a taxa de distribuição do dividendo e o nível de endividamento da empresa. Posto isto, considero uma taxa de distribuição do dividendo adequada ao negócio de 100%, contudo durante o período de investimento considero apenas 70%, abaixo do que tem sido política da empresa de forma a compensar o avultado plano de investimento. Desta forma, assumo que a divida irá ser paga à medida que o investimento vai sendo amortizado. De referir que a administração assumiu o compromisso de aumentar o dividendo em termos nominais durante o período em análise.

Desta forma, para mim a REN não é mais do que uma obrigação que paga um cupão relativo ao ano de 2009 de cerca de 5,6% e irá crescer até 10,9% depois de implementado o ambicioso plano de investimento.

 

Valor Actual dos Dividendos:

REN_Dividendos

Este quadro mostra-nos que o mercado está neste momento a exigir um prémio de 9,81% à REN, ou seja, quem comprar hoje uma acção da REN está a trocar 3,03 euros por um rendimento futuro vitalício médio anual de 9,81%, o que me parece perfeitamente desajustado quando temos actualmente depósitos a prazo a 2% e as próprias obrigações da REN a cerca de 3%. Considero um prémio justo de 5 a 7% o que indicia uma potencial de valorização da REN entre 43 e 105%. Quem conhecer oportunidades de retorno desta grandeza e com este risco baixo, por favor informem-me!!!

 

Informamos que nenhuma informação aqui facultada deverá alguma vez ser entendida como conselhos ou recomendações de qualquer tipo de transacção, investimento real ou estratégia, todas as publicações presentes representam apenas a opinião pessoal dos seus autores. Exclui-se, expressamente, quaisquer responsabilidades por eventuais erros nas conclusões resultantes da leitura de artigos aqui publicados e das decisões adoptadas pelos utilizadores. Para obter apoio na gestão dos seus investimentos deverá estudar exaustivamente os activos, decidir por si próprio ou recorrer a Instituições Financeiras credênciadas pela CMVM.

A REN em termos gerais actua em duas grandes áreas de negócio, o transporte de electricidade em muito alta tensão e o transporte de gás natural em alta pressão. A concessão da rede eléctrica perdura até 2057 e a do gás natural até 2046. Novas oportunidades significativas poderão surgir como a já anunciada rede de abastecimento de carros eléctrico a desenvolver de raiz. Para já ficamos à espera…

Relativamente à estrutura accionista, o Estado detém directa e indirectamente 51,1% e o free float é de apenas 20,3%. O Estado manifestou interesse em proceder a novas fases de privatização da REN no futuro, o que poderá vir a ser encarado como uma medida de redução de défice público bem como da dívida pública, muito na moda nos dias de hoje, todavia, a acontecer, manda o histórico que será a um preço muito superior ao da primeira fase que foi a 2,85 euros. Uma nova fase de privatização aumentará o free float da empresa e consequentemente o interesse futuro dos fundos de investimento no título.

A actividade da REN é desenvolvida em monopólio e os seus proveitos são regulados facilitando a previsão futura das contas da empresa. Os proveitos são obtidos mediante a aplicação de uma taxa de retorno (Rate of Return) que incide sobre os activos regulados da empresa (Regulatory Assets Base). Desta forma, uma quebra no consumo de electricidade e de gás não perturba os resultados da empresa. Actualmente essa taxa é fixa em 8% para os activos do gás até 1/7/2010 e para os activos eléctricos é de 7,55% e de 9,05% consoante entraram em operação antes ou depois de 1/1/2209. Estas taxas estão indexadas à taxa dos bilhetes do tesouro portugueses a 10 anos o que permite à empresa estar muito alavancada pois uma subida das taxas de juro agravará o custo da dívida da empresa mas também gerará um aumento dos proveitos, eliminando esse risco.

Depois de definida a forma como a REN gera dinheiro para os accionistas, os resultados da mesma só poderão aumentar se a empresa realizar investimentos de forma a aumentar os activos regulados. Na minha opinião aqui é que está a grande criação de valor para os accionistas que ainda não se encontra reflectida na cotação, pois durante o ano de 2009 foi anunciado pela REN um ambicioso plano de investimento que se encontra em contraciclo com a crise, destacam-se a forte aposta do nosso governo em diminuir a dependência energética do país que gerará inúmeras barragens e parques eólicos necessitando de ligações à rede eléctrica nacional, novas ligações a Espanha também terão de ser construídas com vista a ser possível o mercado ibérico de electricidade e gás.

O plano de investimento apresentado para o período de 2009-2014 cifra-se em €2,5B, €500M por ano. Desta forma, é esperado pela empresa que durante este período os activos regulados cresçam 8%/ano, o EBITDA 9%/ano e o resultado líquido 10%/ano. A dívida líquida atingirá no final do período €2,9B, o que representa um acréscimo de cerca de €1,2B, €240M por ano, esta situação denota a forte geração de cash-flow da empresa.

Posto isto apresento as minhas conclusões:

Estimativa de Resultados:

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