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Quedas no Horizonte - NL BonsInvestimentos Ago 2010

Newsletter BonsInvestimentos.com
Revelando os Bons Investimentos nos mercados financeiros

Vol. 6 - Edição 8
Agosto de 2010

 

As Bolsas em Julho 2010

 

Os índices bolsistas dos EUA terminaram o mês de Julho com ganhos . O Dow Jones terminou nos 10.446 pontos, a ganhar 7%  no mês, o seu maior ganho num ano.  O indíce tinha fechado mesmo por cima do nivel dos 11.000 em Abril, perdeu 11% em Maio e Junho juntos.

O Standard & Poors 500 fechou nos 1.102 pontos, um avanço mensal de 6,88%. Após perder 8,2% em Maio e 5,4% em Junho.

O Nasdaq Composite encerrou nos 2.255 pontos, uma subida de 6,9% em Julho. Após um tombo de 8,3% em Maio e outro de 6,6% em Junho.

O Dax na Alemanha, terminou nos 6.148 pontos, com um ganho de 3% em Julho.

O PSI-20 terminou o mês a ganhar 4,33%, ficando nos 7.371 pontos. Contudo, o PSI-20 rmantém uma queda anual de 12,9%.

No Brasil o Bovespa fechou nos 67.515 pontos. O indicador disparou no mês, valorizando 10,8%. Em 2010 está  ainda a perder 1,6%.


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Os bancos centrais estão a aguentar as taxas de juro que reduziram aos minimos de décadas para tentar enfrentar a crise. A Reserva Federal Americana, tem a taxa dos fundos federais nos 0,25%. O BCE tem a taxa de juro em 1%. Segundo a minha análise a margem de manobra nas taxas está esgotada, a partir daqui a tendência é de subida provavelmente a ter início já no segundo semestre de 2010.

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The Big Picture - Agosto 2010


Os índices bolsistas americanos subiram em Julho. Nas próximas semanas a minha análise aponta para a forte probabilidade de uma queda significativa das bolsas que levará a que partam os mínimos de 2010.

O euro recuperou significativamente face ao dólar.

Os metais preciosos estão a ter uma correcção tal como antecipado na newsletter anterior.

A crise do crédito continua a Fed e o BCE continuam a apoiar bancos e outras instituições financeiras injectando dólares e euros que valem cada vez menos em termos reais. Estes bancos centrais estão a tentar aguentar o sector financeiro, até chegar o momento em que se deixará o mundo entrar numa depressão deflacionária.

Muitos dos maiores bancos mundiais estão insolventes e mantê-los a funcionar tem sido a prioridade dos bancos centrais.

Na Europa os testes de stress, ou testes da farsa, mostraram que aparentemente quase tudo está bem.Se a liquidez com que o BCE está a apoiar as instituições financeiras, for retirada, tudo vem abaixo. Ainda estamos numa severa crise sem solução à vista.

Esta crise foi causada em parte pelos problemas do subprime nos EUA, mas também pela expansão do crédito na zona euro, que começou no início da década passada. As taxas de juro cairam nos últimos dez anos, com a percepção de que a dívida da zona euro seria de igual qualidade à dívida alemã. Mas isto não funcionou e o que aconteceu é que a Alemanha acabou por aguentar todos os outros membros, especialmente no que toca aos défices da balança de pagamentos.


A dívida continua a devorar países, especialmente na Europa, em Inglaterra, Japão e EUA. Alguns países iniciaram programas de austeridade e cortes, cada um tem a sua fórmula.

 


Aumento em Percentagem 2007 - 2010
Dívida do Sector Público

% Previsto do PIB em 2010
Fonte: JP Morgan
Desenvolvidos
US FLAG United States 92.4% 30.6%
France Flag Japan 197.2% 30.1%
France Flag United Kingdom 83.1% 36.1%
France Flag Germany 77.1% 12.1%
France Flag France 83.0% 19.2%
Italy Flag Italy 118.4% 14.9%
Greece Flag Greece 133.4% 37.7%
Emergentes
Russia Flag Russia 7.9% 0.5%
South Africa Flag South Africa 38.2% 9.3%
China Flag China 19.0% -2.7%
India Flag India 41.1% 0.2%
Brazil Flag Brazil 61.7% 2.9%
Turkey Flag Turkey 49.0% 1.9%
Indonesia Flag Indonesia 32.5% -3.8%

Vários governos tentam aguentar ao máximo as subidas significativas de impostos, pelo menos até às próximas eleições.

As injecções de dólares americanos e euros, têm estado a sustentar os indíces bolsistas e até ajudaram a algumas recuperações nas últimas semanas.

Temos referido no blog BonsInvestimentos.com que esta subida dos últimos meses das bolsas foi enquadrada num mercado em queda.

O público começa a aperceber-se e a confiança diminui. Isto é reflexo de um desemprego a crescer e salários e poder de compra em diminuição continuada.

Faltam três meses para as eleições do congresso americano, até lá há que convencer o povo que tudo está bem.

 

O imobiliário está numa depressão de longo prazo. Os EUA têm agora um inventário de casas por vender de 3 anos, quando o normal são quatro meses. Milhões de casas valem menos do que o valor da sua hipoteca e o mais provável é que assim continuem durante muitos anos. Com o desemprego a crescer, há cada vez menos compradores de casas. Cerca de 18,9 milhões de casas nos EUA ficaram vazias durante o segundo trimestre, segundo o US Census Bureau.

Os presidentes dos bancos centrais e os governantes continuam a não apresentar soluções eficazes. Porque querem evitar as falências no sector financeiro.

 

Os Mercados Cambiais em Julho de 2010


Em Julho o indíce do dólar americano, que representa um cabaz de seis moedas, fechou a cair  5,2% ficando por volta dos 81,59 pontos. Está 7,8% abaixo do seu máximo no início de Junho. No ano está a ganhar 4,7%.

O Euro terminou por volta dos $1,3045. A moeda da União Europeia, registou uma valorização em Julho fde 6,8% ace à moeda verde, continuando a sua recuperação após ter tocado num mínimo de 4 anos no início de Junho por volta dos $1,19. No ano o euro está a perder 8,9% face ao dólar.

Contra o iene japonês o dólar perdeu 2,3% em Julho. O dólar está a cair 7,2% face ao iene este ano.


A moeda americana está em declínio e nos próximos anos vai deixar de ser a moeda de referência mundial. O indíce do dólar está por volta dos 81,5 pontos numa recuperação técnica desde Dezembro de 2009. O dólar americano teve um rally de contra ciclo de curto / médio prazo, segundo a minha análise a tendência de queda a médio e longo prazo mantem-se.

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Mais informações sobre os mercados cambiais em: Colapso do Dólar

 

 

Metais Preciosos em Julho de 2010

O Ouro e a Prata fecharam o mês a cair.


O Cobre para entrega em Setembro fechou a ganhar 12% no mês, nos $3,31 por libra.

Os metais preciosos podem pontualmente assustar os investidores tanto como entusiasmam, mas segundo a minha análise a tendência de médio e longo prazo é de subida.


Mais informação sobre o Ouro e Prata em: Entrevista GATA

 

O contrato de Ouro para entrega em Dezembro na divisão Comex da New York Mercantile Exchange, terminou o mês nos $1183,90 por onça. Os futuros acabaram a cair 5% em Julho, o seu pior mês desde Dezembro.

A minha análise aponta para o Ouro acima dos $1500 por onça nos próximos 9 meses. Quando este nivel for ultrapassado o Ouro poderá dirigir-se a médio prazo para cima dos $2500 por onça.

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Mais informações sobre a ascensão do Ouro em: Venderam-se os Anéis

 

A Prata para entrega em Setembro, terminou nos $18 por onça. Em  Julho fechou em queda.

A minha análise aponta para a Prata acima dos $22 por onça nos próximos 9 meses. Quando este nivel for ultrapassado a Prata irá dirigir-se no médio prazo para cima dos $50 por onça.

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Mais informações sobre a ascensão da Prata em: A Prata vai ser Ouro

 

A Energia em Julho de 2010


O preço do Petróleo crude West Texas na New York Mercantile Exchange para entrega em Setembro fechou o mês  nos $78,95 por barril. Em Julho ganhou 4,4%.


A curto prazo, o preço do Petróleo está consolidar as subidas dos últimos meses estando a transaccionar numa banda. Considero que nos próximos 9 meses pode passar novamente os $100, sendo que nos próximos 24 meses podem ser atingidos novos máximos de sempre e que o crude está numa tendência de subida a longo prazo.

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O contrato de Gás Natural para entrega em Setembro fechou nos $4,92 por milhões de BTUs (British Thermal Units) na Nymex. No mês fechou a ganhar 6,5%, o seu quarto mês consecutivo de ganhos.

Segundo a minha análise a médio e longo prazo a tendência do Gás Natural é de subida. Em 2010 o Gás Natural poderá transaccionar novamente acima dos $6 por BTU.

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Análise Técnica NASDAQ 100 - Ainda nos arbustos! Mas...pode sair em breve


por Tiago Marques Pereira, CMT

Analista Técnico

Membro da MTA -Associação de Técnicos de Mercado Norte Americana (New York,USA)

 

A rapariga ainda não saiu do Bosque!

O Nasdaq 100 na semana subiu 4% fechando a 1875.38. No mês de Julho e até agora está positivo cerca de 8%, sendo provavelmente o1º mês positivo desde Abril. Existem agora condições para retomar as subidas...mas é necessário que o nasdaq aguente qualquer correcção acima dos 1780 pontos.


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(clicar no gráfico para ver versão grande)


Do ponto de vista mais técnico o nasdaq 100 no passado mês de Junho completou uma formação de topo, quebrando de forma violenta todos os "supostos" suportes e por último fechando bem abaixo das anteriores zonas do mínimos junto a 1750/80. Em Julho com as fortes subidas invalidou (por agora, já que a psicologia inerente de topo permanece enquanto não fizer máximos acima de 1940 pelo menos.) todas as figuras técnicas pessimistas, criando um forte desconforto aos mais pessimistas. A frustração dos pessimistas reforça a possibilidade de mais espaço para subir, já que o fecho de posições curtas reforça o optimismo. A este fenómeno se chama BEAR TRAP / ARMADILHA do URSO

O fecho semanal acima dos 61.8% de retracement de fibonnacci, acima de todas as médias móveis e acima dos anteriores máximos semanais obrigam a respeitar a possibilidade de o nasdaq 100 ter feito um fundo de curto prazo neste mes de Junho. Não quero também deixar de mencionar a actual tendência de queda da volatilidade com factor bullish(sem optimismo crescente as subidas não podem sustentar). O próximo objectivo de preço são os 1940, mas podem ser apenas uma zona de repouso em Agosto para novos máximos em Setembro acima de 2050, retomando a tendência de subida que vem de Março de 2009. Temos para isto que aguentar  a zona dos 1780.

Os indicadores de momentum também reforçam a possibilidade de inversão de médio prazo, o RSI partiu máximos relativos desde Maio e tem muito espaço antes de ficar sobre comprado e o MACD também partiu máximos relativos desde Maio e fechou a semana em território bull acima de 0. Como factor contrário a este optimismo temos o ainda ténue afastamento das suas principais resistências e o ADX abaixo de 20. É também factor de preocupação o fraco volume durante todo o rally vindo dos mínimos dos 1700 pontos(na razão inversa do volume das quedas). Ainda negoceia em canal descendente de médio prazo, sendo que só um máximo acima de 1940 poderá com firmeza confirmar a ruptura em alta.

Conclusão:  O nasdaq 100 está a tentar retomar rapidamente a tendência de subida de médio prazo. Mas a tendência de médio prazo ainda é claramente de queda, temos ainda uma sequencia de máximos e mínimos mais baixos desde Maio a esta parte. Deste modo e não ignorando os sinais positivos  a rapariga ainda não saiu do bosque!

 

 

Bons trades!!

Tiago Marques Pereira

 

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