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Divergências nos Mercados - NL BonsInvestimentos Fev 2011

Newsletter BonsInvestimentos.com
Revelando os Bons Investimentos nos mercados financeiros

Vol. 7 - Edição 2
Fevereiro de 2011

 

As Bolsas em Fevereiro de 2010

Os índices bolsistas dos EUA terminaram Janeiro com ganhos.

O Dow Jones terminou nos 11.891 pontos, a ganhar 2,7% desde o início do ano.

O Standard & Poors 500 fechou nos 1.286 pontos, uma valorização mensal de 2,3%.

O Nasdaq Composite encerrou nos 2.700 pontos, uma subida em Janeiro de 1,8%.

O PSI-20 terminou Janeiro nos 7.819 pontos, uma subida de 3%.

Currency Central Bank Rate
audaud 4.75%
nzdnzd 3.00%
eureur 1.00%
gbpgbp 0.50%
cadcad 1.00%
usdusd 0.25%
chfchf 0.25%
jpyjpy 0.10%

Os bancos centrais estão a aguentar as taxas de juro que reduziram aos minimos de décadas para tentar enfrentar a crise. A Reserva Federal Americana, tem a taxa dos fundos federais nos 0,25%. O BCE tem a taxa de juro em 1%. Segundo a minha análise a margem de manobra nas taxas está esgotada, a partir daqui a tendência é de subida provavelmente a ter início já em 2011.

 

The Big Picture - Fevereiro 2011


Os índices bolsistas americanos subiram e o ouro e a prata corrigiram em Janeiro. O dólar caiu e o petróleo atingiu máximos de 2 anos.

As injecções de liquidez dos bancos centrais estão a traduzir-se em inflação crescente.

Os estados de providência estão a ruir, as dívidas acumulam-se a cada dia que passa. Bandeiras vermelhas em vários países europeus e outros.

Muitas economias estão a ser geridas para e por interesses corporativos. É o fascismo corporativista. Poucos o chamam assim, mas é o que é. Os orçamentos estão descontrolados, com dívidas e défices insustentáveis. E nem assim se conseguem fazer as reformas e mudanças necessárias. Tenta-se esticar a corda, só que chega o mommento em que a corda não estica mais. Quando os credores se fartam, o risco é demasiado alto e o peso é tanto que os salvadores, precisam de ser salvados. Acabam-se os resgates.

A Alemanha não aguenta salvar os 6 países insolventes (PIIGS+Bélgica) da zona euro, sem se tornar ela própria insolvente.

Começa-se a verificar que mesmo com taxas de juro a serem aguentadas em mínimos históricos as economias não estão a conseguir crescer. O crescimento está na dívida, no desemprego e nos preços.

Na Europa, há várias bandeiras vermelhas. A Grécia não tem competitividade e tem um sector público pesado, Portugal na mesma e ambos com economias que ficam cada vez mais para trás. A Irlanda tem demasiada dívida e estava a ir na direcção de um estado mais social. A economia espanhola não tem diversidade e foi destruida pela taxa de juro única.

Porque é que isto aconteceu? Porque os bancos emprestaram à grande, tudo o que foi preciso. Alavancaram-se ao máximo, emprestaram o que tinham e o que não tinham, criando liquidez excessiva. Os bancos jamais deveriam ter emprestado tanto, agora estão cheios de más dívidas e em vez de irem à falência, exigem ser resgatados.

Os bancos deviam ir à falência. Arriscaram e perderam. Não deveriam ser os contribuintes que têm de pagar essas más decisões. Quanto mais cedo esta realidade for encarada, melhor.

As revoluções começam quando os preços da comida disparam e os povos começam a morrer à fome.

Em Janeiro houve correcções no preço de algumas matérias primas, enquanto outras continuaram a subir. Após o bull market de uma década nos metais preciosos é natural que hajam correcções e algumas podem ser fortes. Na minha opinião são oportunidades de compra. Não há nenhuma bolha nas matérias primas que estiveram com preços deprimidos durante décadas. E alguns movimentos de curto e médio prazo são originados de forma pouco natural, ou seja, não apenas pela oferta e procura, mas com intervenção humana e interesses financeiros.

O Ouro tem estado a subir de preço na última década  e está a desafiar o dólar americano pela supremacia como a moeda de reserva mundial.

A inflação está de novo à vista dos investidores, as empresas são forçadas a subir os preços, mesmo após terem já subido os preços anteriormente muitas vezes reduzindo o tamanho dos pacotes. Os fabricantes pensam que enganam os consumidores, mas não.

Os custos das matérias primas estão a subir e vão continuar, tal como a inflação o que fará com que o Ouro e a Prata valorizem para reflectir a perda de poder de compra do público e de valor de todas as moedas de papel.

Poderemos assistir a períodos de subidas dramáticas nos metais preciosos. Os cisnes negros podem aparecer em breve.

 



Os próximos anos vão ser bons para quem tem metais preciosos. Segundo a minha análise, a médio e longo prazo, o ouro e a prata vão continuar a valorizar. No curto prazo poderemos assistir a algumas correcções.

 

Os Mercados Cambiais em Janeiro de 2011


Em janeiro o indíce do dólar americano, que representa um cabaz de seis moedas, fechou a cair 1,6%, ficando por volta dos 77,77 pontos.


O Euro terminou por volta dos $1,3689. A moeda da União Europeia, registou uma valorização em Janeiro de 2,3% face à moeda verde.

Contra o iene japonês o dólar ganhou 1,2% em Janeiro fechando por volta dos ¥82,07.

A moeda americana está em declínio e nos próximos anos vai deixar de ser a moeda de referência mundial. O indíce do dólar está por volta dos 78 pontos. Segundo a minha análise a tendência de queda a médio e longo prazo mantem-se. Nas próximas semanas o dólar pode apresentar alguma força.

Mais informações sobre os mercados cambiais em: Colapso do Dólar

 

Metais Preciosos em Janeiro 2011


O Ouro e a Prata fecharam Janeiro a cair.


O Cobre para entrega em Março fechou , nos $4,458 por libra. No mês variou pouco a cotação do cobre.

O Paládio para entrega em Março, fechou nos $820,1 por onça, um ganho mensal de 2,1%, um novo máximo de 10 anos para o metal. Em 2010 ganhou 96%.

A Platina para entrega em Abril, fechou nos $1800,90 por onça. Valorizou 1,6% no mês.

Os metais preciosos podem pontualmente assustar os investidores tanto como entusiasmam, mas segundo a minha análise a tendência de médio e longo prazo é de subida.


Mais informação sobre o Ouro e Prata em: Entrevista GATA

 

O contrato de Ouro para entrega em Abril na divisão Comex da New York Mercantile Exchange, terminou o mês nos $1.334,50 por onça. Os futuros acabaram a cair 6,1%.

A minha análise aponta para o Ouro acima dos $1800 por onça nos próximos 12 meses. Quando este nivel for ultrapassado o Ouro poderá dirigir-se a médio prazo para cima dos $2500 por onça.

Mais informações sobre a ascensão do Ouro em: Venderam-se os Anéis

 

A Prata para entrega em Março, terminou nos $28,17 por onça. Em Janeiro caiu 9%.

A minha análise aponta para a Prata acima dos $40 por onça nos próximos 12 meses. Quando este nivel for ultrapassado a Prata irá dirigir-se no médio prazo para cima dos $50 por onça.

 

Mais informações sobre a ascensão da Prata em: A Prata vai ser Ouro

 

A Energia em Janeiro de 2011

O preço do Petróleo crude West Texas na New York Mercantile Exchange para entrega em Março fechou o mês  nos $92,19 por barril, o seu valor máximo desde Outubro de 2008. Em Janeiro ganhou 0,9%.


Segundo a minha análise em 2011 o Petróleo pode passar novamente os $100, sendo que nos próximos 24 meses podem ser atingidos novos máximos de sempre. O crude está numa tendência de subida a longo prazo.

O contrato de Gás Natural para entrega em Março fechou nos $4,42 por milhões de BTUs (British Thermal Units) na Nymex. No mês fechou a subir 0,2%.

Segundo a minha análise a médio e longo prazo a tendência do Gás Natural é de subida.

 

diario-economico

Publicado no Diário Económico de dia 31 de Janeiro 2011

Divergências nas bolsas e nos metais preciosos

Por André Ribeiro


No final de Janeiro os futuros do S&P 500 estão perto dos 1300 pontos, desde o mínimo de 9 de Março de 2009, passados 23 meses este índice valorizou 91%. Contudo ainda está longe dos máximos de 2007 e as sequelas do “annus horribilis” de 2008 ainda estão bem presentes.

O clima do mercado accionista continua a ser caracterizado por um sentimento dos investidores em extremos de otimismo, a volatilidade em mínimos e em extremos, os valores das estocásticas mensais e semanais elevados em valores que são semelhantes aos topos anteriores das bolsas. As yields das obrigações estão a subir o que historicamente é hostil para as acções.

As bolsas tipicamente demoram algum tempo a formar grandes topos e fazem uma série de máximos sucessivos marginais, o que tem acontecido nas últimas semanas. Foi assim nos topos recentes em 2007, Janeiro de 2010, Abril de 2010 e agora. Uma vez que fazem o topo, o declínio que se segue é significativo.

Há indicadores bearish divergentes nas bolsas entre os diferentes indíces bolsistas, que são típicos de grandes topos. O rally desde o verão de 2010 tem sido frustrante para os Bears, o que faz parte da formação de um grande topo. Em 2007, o rally de Julho a Outubro parecia não fazer sentido para os Bears e incentivou os Bulls, contudo acabou por ser a corrida final exuberante de um grande topo que inverteu rapidamente e até hoje não voltou a ser aproximado. O mesmo está a suceder desde o verão passado.

Entretanto em dólares americanos, em 2010 a prata disparou 84%, enguanto que o ouro subiu quase 30%. Na última década, nos metais preciosos a prata apresentou a melhor performance com um aumento médio anual de 21% e o ouro teve uma média anual positiva de 18%. Nas primeiras semanas do ano os metais têm estado a corrigir.

A tendência de apreciação dos preços dos metais pode continuar, com o deteriorar das moedas de papel. O rácio entre o ouro e prata, tem melhorado a favor da prata, nos últimos três anos de mais de 80 para menos de 49. A “média histórica”, que pode variar segundo a forma de cálculo, é de 15 onças de prata por cada onça de ouro. Podemos também assistir a choques, com o disparo de preços nos metais preciosos, tal como estamos a assistir com o cacau.

Com a população mundial a inchar para os 7 mil milhões, a procura de matérias primas deverá continuar a crescer. Será extraordinário se a Prata voltar a liderar as subidas e ser um bom investimento também nesta década.

 

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